30 October 2010

Um dia de Saci

O dia 31 de outubro é um dia de felicidade para todos nós que somos fãs do Mesmo.
Nesse dia se comemora oficialmente o Dia do Saci e o Mesmo é primo do Saci. É justo que haja um Dia do Saci, mas devemos lembrar que o Saci é um “coisinha” de todos os dias de nossa vidas.

Afinal qual o dia que o Saci não apronta alguma?

Confira então:

a) Acordou de mau humor e a pasta de dente acabou? Culpa do Saci!

b) Topou no pé da cama bem no dedo mindinho?
Culpa do Saci!

c) Ficou na fila do banco, mas esqueceu uma conta vencendo?
Culpa do Saci!

Se o Saci dos tempos antigos azedava o leite e desandava a massa do bolo, o Saci de hoje já prega peças digitais e pode travar o computador ou fazer o seu cartão de crédito desmagnetizar no dia que você resolveu sair sem folha de cheque. Foi sobre isso que conversamos na roda de conversa sobre folclore, como o Saci se modernizou...



O certo mesmo é que hoje, dia 30 de outubro de 2010, a ONG Sacizal dos Perêrês, com sede em Brasília e filial em todos os corações brasileiros que adotam o Saci como mito favorito, promoveu uma comemoração com atividades voltadas para a criançada: oficina de minhocário, percussão com recicláveis, desenho e pintura sobre folclore, andar de ponei e muitas outras.



Está se tornando tradição comemorar o Dia do Saci no Sacizal dos Perêrês que fica na Chácara do Julio que é o patrocinador de todas estas atividades.

A festa estava tão boa que outros mitos do folclore brasileiro resolveram marcar presença. A Iara, o Lobisomem e o Curupira se apresentaram para a criançada.

Muitas crianças ficaram admiradas com os pés do Curupira que por serem virados ao contrário fazem pegadas que despistam quem tentar segui-lo. A Iara ensinou as crianças a economizarem água em casa e o Lobisomem se mostrou bem amigão.

21 May 2010

Lembranças de Andreya Peralta: o gato e o Lúcio.


Dia desses estava arrumando a gaveta de minha cômoda velha quando encontrei uma fita amarela já desbotada pelo anos que ficou ali naquele lugar... De onde veio mesmo a fita? Ah, lembrei, daquelas rosas que o Lúcio me mandou e que acalmaram a alma quando eu perdi o meu gato, o Aristeu.

Quanta dor senti quando o Aristeu se foi, ainda mais depois de mais de duas décadas me fazendo companhia na sala, ouvindo as novelas de rádio comigo...

Um dia, sentada diante do rádio, ouvindo o último capítulo da novela “ Jerônimo, o Herói do Sertão”, na Rádio Nacional, de repente senti que o Aristeu não se mexia, então corri e chamei o Lúcio ( que homem prestativo!). Ele veio e prontamente socorreu o Aristeu, jogou água fria sobre seu corpo e ele nem sequer se assustou como fazem os gatos quando sentem a água sobre o corpo . Simplesmente morreu diante de meus olhos durante o último capítulo daquela novela que até hoje sinto saudades.

No dia seguinte, para espanto de todos, resolvi fazer um enterro florido pra o meu Aristeu... e mais uma vez, lá estava o Lúcio a me ajudar. Enfeitou o pequeno caixão com flores compradas na feira, ainda me trouxe um lindo buquê de rosas amarelas e foi comigo ao enterro, calado, respeitoso e triste.

Que saudade da presença do Lúcio a me confortar...